LSD: UMA BREVE HISTÓRIA

Albert Hofmann Créditos fotográficos: Albert Hofmann Foundation
Albert Hofmann
Créditos fotográficos: Albert Hofmann Foundation

Albert Hofmann, um químico que trabalhava para a Farmacêutica Sandoz, sintetizou1 o LSD pela primeira vez na Basileia, Suíça, enquanto procurava um estimulante para o sangue. No entanto, os seus efeitos alucinógenos eram desconhecidos até 1943 quando Hofmann acidentalmente consumiu um pouco de LSD. Descobriu-se mais tarde que uma dose oral tão pequena como 25 microgramas (igual em peso a uns poucos grãos de sal) é capaz de produzir alucinações vívidas.

Timothy Leary, um psicólogo de Harvard que promoveu o LSD e outras drogas psiquiátricas alteradoras da mente, foi preso por crimes relacionados com as drogas. Crédito fotográfico: DEA/Prisão de Timothy Leary
Timothy Leary, um psicólogo de Harvard que promoveu o LSD e outras drogas psiquiátricas alteradoras da mente, foi preso por crimes relacionados com as drogas.
Crédito fotográfico: DEA/Prisão de Timothy Leary

Por causa da sua semelhança com um elemento químico presente no cérebro e pelos seus efeitos serem parecidos com certos aspectos da psicose, o LSD foi usado em experiências de psiquiatras a partir dos anos 40, 50 e 60. Embora os pesquisadores não tenham descoberto nenhum uso medicinal para a droga, amostras grátis foram distribuídas amplamente pela Farmacêutica Sandoz como experiência, levando ao amplo uso da substância.

O LSD foi popularizado nos anos 60 por indivíduos como Timothy Leary, que encorajou estudantes americanos a usar LSD com o lema de “Você tem que se ligar, sintonizar e cair fora”. Isto criou toda uma contracultura de uso de drogas e a droga se propagou nos Estados Unidos, Reino Unido e resto da Europa. Até hoje o uso de LSD no Reino Unido é significativamente mais elevado do que em outras partes do mundo.

Os programas psiquiátricos de controle mental que usavam LSD e outros alucinógenos criaram uma geração de “cabeças de ácido”.
Os programas psiquiátricos de controle mental que usavam LSD e outros alucinógenos criaram uma geração de “cabeças de ácido”.

Enquanto a contracultura dos anos 60 utilizava-se da droga para escapar dos problemas sociais, as agências de inteligência governamentais ocidentais e as forças armadas viam o LSD como uma arma química potencial. Em 1951, estas organizações começaram uma série de experiências. Os investigadores dos EUA notaram que o LSD “é capaz de deixar grupos inteiros de pessoas, incluindo as forças armadas, indiferentes ao que acontece ao seu redor e a outras situações, o LSD interfere com a planificação e raciocínio e também cria medo, confusão mental incontrolável e terror”.

Experiências com o possível uso de LSD para mudar as personalidades dos alvos dos serviços de inteligência e, para controlar populações inteiras, continuaram até que os Estados Unidos baniram oficialmente a droga em 1967.

O uso de LSD caiu na década de 1980, mas subiu outra vez na década de 1990. Desde 1998, o LSD tem sido mais amplamente usado nas baladas e raves por adolescentes e jovens adultos. O uso teve uma queda significativa em 2000.

“Nos dias seguintes, depois de eu usar LSD, sentia muita ansiedade e uma depressão extrema. Depois da minha ‘viagem’ de LSD, eu o usava frequentemente, às vezes quatro a cinco vezes por semana por um longo período. Cada vez que usava a droga, ficava mentalmente mais e mais fora da realidade. No final, não conseguia me sentir normal na minha própria pele.” — Andrea

  1. 1. sintetizar: fazer (uma droga) combinando substâncias químicas.