A NOSSA CULTURA DE DROGAS

As drogas têm feito parte da nossa cultura desde a metade do século passado. Popularizadas na década de 1960 pela música e pela mídia, elas invadiram todos os aspectos da sociedade.

Estima-se que 208 milhões de pessoas internacionalmente consomem drogas ilícitas. Nos Estados Unidos, os resultados da Pesquisa Nacional de 2007 sobre o Uso de Drogas e Saúde mostraram que 19,9 milhões de americanos (ou 8% da população com idades de 12 anos ou mais) consumiram drogas ilícitas no mês anterior à pesquisa.

É provável que você conheça alguém que foi afetado pelas drogas, direta ou indiretamente.

O álcool é a droga mais consumida e da qual se abusa mais no Brasil. No Brasil, 22,3% dos condutores envolvidos em acidentes de automóvel apresentavam sinais de embriaguez segundo um levantamento de 2013 feito pelo Ministério da Saúde.

A droga ilícita de uso mais comum é a maconha. De acordo com as Nações Unidas, no Relatório Mundial sobre Droga, de 2008, cerca de 3,9% da população mundial entre 15 e 64 anos abusam da maconha.

Os jovens hoje em dia estão expostos cada vez mais cedo às drogas. Com base numa pesquisa feita pelo Centro para o Controle de Doenças dos EUA em 2007, 45% dos estudantes do ensino médio em todo o mundo tomaram álcool e 19,7% fumaram maconha durante o período de um mês.

Na Europa, estudos recentes entre os jovens de 15 e 16 anos sugerem que o uso da maconha varia de menos de 10% a acima de 40%, com taxas mais altas informadas pelos adolescentes na República Tcheca (44%), seguida pela Irlanda (39%), Reino Unido (38%) e França (38%). Na Espanha e no Reino Unido, o uso da cocaína entre os jovens de 15 e 16 anos é de 4% a 6%. O uso da cocaína entre os jovens tem aumentado na Dinamarca, Itália, Espanha, Reino Unido, Noruega e França.

“Meu objetivo na vida não era viver, era ficar baratinado. No decorrer dos anos me entreguei à cocaína, à maconha e ao álcool na falsa convicção de que isso me ajudaria a escapar dos problemas. Isso só piorou as coisas. Sempre acabo repetindo a mim mesmo: ‘Vou parar permanentemente depois desta última vez.’ Nunca consegui.” — John

“Comecei com a erva, depois os comprimidos (ecstasy) e ácido, fazendo coquetéis de todos os tipos de drogas, até mesmo exagerando na dose para deixar as euforias mais prolongadas. Tive uma má viagem uma noite... Rezei e chorei, pedindo para essa sensação passar. Ouvia vozes na cabeça, tinha convulsões e durante 6 meses não consegui sair de casa. Pensava que todas as pessoas estavam me vigiando. Não conseguia caminhar em lugares públicos. Caramba! Não conseguia nem dirigir.

“Acabei sem teto e nas ruas, vivia e dormia em caixas de papelão, pedindo dinheiro e lutando para encontrar formas de conseguir a minha próxima refeição.” — Ben